Cover #03 (Brave New World) é uma das 94 obras que integram a exposição permanente da Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian

Cover #03 (Brave New World) é uma das 94 obras que integram a exposição permanente da Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
December 13, 2017 João Louro

A reorganização do acervo de 1900 até à atualidade criou uma exposição permanente e lá dentro fez nascer núcleos temáticos. O objetivo é que as peças sejam renovadas três vezes por ano, mostrando o que a Fundação guarda nas reservas.

Este primeiro momento de reorganização da coleção moderna – o próximo será na Primavera e fará mudanças nos núcleos de escultura – introduz 94 novas peças na exposição permanente. Pintura, desenho, aguarela, instalação, vídeo e fotografia, esta última num pequeno módulo em que estão representados, por exemplo, Victor Palla e António Sena da Silva, que foi objeto de aquisições recentes.

Os núcleos temáticos mostram pintura d’Os Loucos Anos 20 – obras de Eduardo Viana e Lino António para o Bristol Club – ou o já “clássico” Retrato de Pacheko (o influente arquiteto José Pacheco visto por Mário Eloy). Nas obras sobre papel, destaque para os desenhos de Mily Possoz (1888-1967) do módulo Mulher da cidade, mulher do campo, centrado na representação da mulher portuguesa durante o Estado Novo, e para os que atestam as incursões cubistas de Amadeo no dedicado aos instrumentos musicais e que funcionam, muito provavelmente, como estudos para uma das suas pinturas mais celebradas. Nos módulos mais recentes há ainda trabalhos de Rui Toscano, Cecília Costa, Jorge Queiroz, António Charrua ou Gil Heitor Cortesão.

Fonte: Público

Museu Calouste Gulbenkian Coleção Moderna