Germinal – O Núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte da Fundação EDP

Germinal – O Núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte da Fundação EDP
June 25, 2018 João Louro

Germinal – O Núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte da Fundação EDP

27.06.18|31.12.18

MAAT, Lisbon

Curated by Pedro Gadanho and Ana Anacleto

Carlos Bunga, Rosa Carvalho, Nuno Cera, Vasco Costa, Pedro Gomes, Paulo Mendes, António Olaio, Rodrigo Oliveira, Noé Sendas, João Tabarra, Vasco Araújo, Rui Calçada Bastos, Rui Moreira, Francisco Queirós, Luís Nobre, Paula Soares, João Pedro Vale, Pedro Cabral Santo, João Paulo Feliciano, João Louro, Ana Pinto, Carlos Roque, Rui Toscano, Rui Valério, Paulo Brighenti, Hugo Canoilas, João Ferro Martins, Gil Heitor Cortesão, Sílvia Hestnes Ferreira, José Loureiro, Francisco Tropa, Joana Vasconcelos, Jorge Queiroz, Armanda Duarte e Miguel Palma.

O núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte Fundação EDP é a primeira grande exposição sobre a Coleção Pedro Cabrita Reis, adquirida pela Fundação EDP em 2015. A exposição, que teve uma primeira apresentação na Galeria Municipal do Porto entre março e maio deste ano, debruça-se sobre um vasto e significativo conjunto de obras, com especial incidência numa reflexão sobre os momentos iniciais ou originários das carreiras de artistas nacionais – característica essa que deu origem ao título da exposição – e cujos percursos têm vindo a afirmar-se ao longo do tempo.

Com uma ampla e sólida representação da chamada ‘geração de 90’ e com presenças de artistas de gerações anteriores e posteriores, mostra-se agora um conjunto de obras marcantes de mais de 30 artistas, ajudando a revelar o olhar visionário e atento, não do artista, mas do colecionador Pedro Cabrita Reis.

Enquanto artista e personagem ativa na cena de arte portuguesa, Pedro Cabrita Reis foi acompanhando o trabalho de jovens artistas nos quais foi reconhecendo interesse e potencial artístico. Ao longo de mais de 30 anos colecionou peças com um caráter “originário” que foi encontrando nas primeiras apresentações e exposições destes artistas, e que hoje têm, muitos deles, carreiras sólidas e internacionais.

Foram pensados quatro núcleos que ajudam a orientar o visitante, funcionando sobretudo como pretextos para momentos de reflexão e diálogo ao longo do percurso no espaço expositivo. “O sujeito em fratura” mostra peças que apontam para a ideia do pós-modernismo, para a definição de identidade; no “Ao encontro do Outro” vemos obras que revelam questões de identidade de género e que têm um caráter antropológico; “O predomínio da tecnologia” mostra-nos como é que os artistas começaram a descobrir a tecnologia e a usá-la de forma mais democratizada, acima de tudo através do vídeo, do som e da imagem em movimento; e, por fim, “A herança das imagens” remete-nos para a tradição histórica das imagens e da representação. Ainda que haja esta divisão, o objetivo é que os núcleos se contaminem e que dialoguem, que não sejam estanques, mas sim dinâmicos.