ZÉRO DE CONDUITE: WORKS FROM THE SERRALVES COLLECTION

ZÉRO DE CONDUITE: WORKS FROM THE SERRALVES COLLECTION
June 1, 2018 João Louro

Zéro de Conduite: Works from the Serralves Collection

01.06.18|09.09.18

Museu de Serralves, Oporto

Curated by João Ribas, Ricardo Nicolau e Paula Fernandes

A. R. Penck; Adrian Piper; Albuquerque Mendes; Alexandre Estrela; Ana Jotta; André Sousa; Antoni Muntadas; Antoni Tàpies; António Barros; António Sena; Artur Barrio; Blinky Palermo; Bruce Nauman; Chris Burden; Christer Stromholm; Christian Boltanski; Cildo Meireles; Dan Graham; Danh Võ; David Askevold; David Goldblatt; Dieter Roth; Eduardo Batarda; Eleanor Antin; Emily Jacir; Enzo Mari; Gerardo Burmester; Gilbert & George; Guerrilla Girls; Hannah Wilke; Ignasi Aballí; Isabel Carvalho; João Louro; João Onofre; João Pedro Vale; João Tabarra; John Baldessari; Jörg Immendorff; José Escada; Joseph Kosuth; Josh Smith;Juan Muñoz; Lynda Benglis; Manoel de Oliveira; Manuel Alvess; Marcel Broodthaers; Maria José Aguiar; Mario García Torres; Marlene Dumas; Martha Rosler; Matt Mullican; Mauro Cerqueira; Michelangelo Pistoletto; Patrícia Garrido; Paul McCarthy; Paula Rego; Paulo Mendes; Paulo Nozolino; Pedro Barateiro; Piero Manzoni; Pierre Huyghe; Raymond Hains; Richard Hamilton; Robert Filliou; Rui Chafes; Sigmar Polke; Stanley Brouwn; Thomas Hirschhorn; Thomas Schütte; Tino Sehgal; Urs Fischer; Valie Export; Wilhelm Sasnal; Xana

Incorrigible, undesirable, unruly — what conduct does the museum repress? Zéro de Conduite presents gestures of irreverence or disobedience in the Serralves Collection, either directed at institutions such as the school or the museum, or forms of suppression or control. From irony and subterfuge, to the disrespect for the rules of proper taste or good behaviour, the exhibition looks to the potential of acting against the norm. As intractable subjects, disagreeable images, and ungovernable objects, the works on view reflect a complex variety of strategies employed — from theft as appropriation, to the refusal of the conventions of art — as artistic and spatial forms of resistance. In the 1933 film Zéro de Conduite by Jean Vigo, the students of a repressive school rebel against the strict rules of behaviour imposed by their tyrannical teachers. In the museum too are we rarely ever invited to run, touch, or even sit; public space is increasingly subject to forms of iconoclasm and restriction. Featuring an intergenerational group of artists utilizing a wide variety of media, including painting, sculpture, photography, prints, drawings, sound, and installation, the exhibition surveys a range of behaviours and subjects from the 1960s until today, from those which are supposedly to be corrected or censured, to the normalization of violence, and claims to accident, amateurism, and anti-virtuosity. In doing so, the works in the exhibition resonate with many of the conditions of our present political reality, while also asking who gets to misbehave or transgress, and how and why.


Incorrigível, indesejável, indisciplinada — que atitudes reprime o museu? “Zero em comportamento” apresenta gestos de irreverência ou desobediência na Coleção de Serralves, quer dirigidos a instituições, como a escola ou o museu, ou a formas de repressão ou controlo. Da ironia e do subterfúgio ao desrespeito pelas regras do bom gosto e do comportamento adequado, a exposição explora o potencial de agir contra a norma. Enquanto temas intratáveis, imagens desagradáveis, objetos ingovernáveis, as obras em exposição refletem a complexa diversidade das estratégias aplicadas — desde o furto como apropriação até à rejeição das convenções da arte — como formas de resistência artísticas e espaciais. No filme de 1933 de Jean Vigo Zéro de conduite, os alunos de um colégio repressivo revoltam-se contras as rígidas regras impostas pelos seus professores tirânicos. No museu, também raramente somos convidados a correr, tocar ou mesmo sentarmo-nos; o espaço público está cada vez mais sujeito a formas de iconoclastia e restrição. Reunindo um conjunto intergeracional de artistas que recorrem a uma vasta gama de meios — incluindo pintura, escultura, fotografia, obra gráfica, desenho, som e instalação — esta exposição percorre uma série de comportamentos e temas, dos anos 1960 até aos nossos dias, desde aqueles que supostamente deveriam ser corrigidos ou censurados até à normalização da violência e a afirmações de acidente, amadorismo e antivirtuosismo. Nesta medida, as obras expostas ecoam muitas das circunstâncias da nossa atual realidade política, simultaneamente questionando quem pode transgredir ou comportar-se indevidamente, como e porquê.

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