Constelações III

Constelações III
July 14, 2020 João Louro

15.07.20 > 31.01.21

Curated by Ana Rito & Hugo Barata

Museu Coleção Berardo.

 

João Louro’s work  Blind Image #200 (2015) is on show at the exhibition “Constelações III”.

This exhibition features around 350 works, some of which shown to the public for the first time. A new reading of the Collection, through the project Constelações III: a choreography of minimal gestures and the permanent exhibition dedicated to modern art: Berardo Collection – from the First Modernism to the New Vanguards of the 20th Century.

The project Constellations: a choreography of minimal gestures stands out for its intervention methodology, which involves creating areas for contact within the timelineof the permanent exhibition in the Museum, inviting artists not included (and included) in the collection to participate in the formation of temporary spaces of true dialogue between artworks, places and times.

The goal of the exhibition Constellations III: a choreography of minimal gestures is to regard the Berardo Collection as a horizontal territory for curatorial research: a research that gives rise to vertigcal “cuts” – incisions on the permanent stability of the collection – thus initiating relationships more or less close in bothe time and space.

Esta exposição apresenta cerca de 350 obras, algumas delas exibidas ao público pela primeira vez. Uma nova leitura da Coleção, através do projeto Constelações III: uma coreografia de gestos mínimos e da exposição permanente dedicada à arte moderna: Coleção Berardo do Primeiro Modernismo às Novas Vanguardas do Século XX

O projeto Constelações: uma coreografia de gestos mínimos distingue-se pela metodologia de intervenção que passa pela criação destas zonas de contacto dentro da própria linha temporal permanente do Museu, convidando artistas fora da (e da própria) coleção, para que ocorram espaços de intermitência operativos de um verdadeira diálogo entre obras, lugares e tempos.

O objetivo da exposição Constelações III: uma coreografia de gestos mínimos é trabalhar a Coleção Berardo como um território horizontal para a curadoria investigativa – investigação esta na qual surgem “cortes” verticais, incisões na sua estabilização permanente, encetando relações mais ou menos aproximadas no tempo e no espaço. Adotando uma postura anacrónica que mergulha subtilmente nos diferentes núcleos, tenta-se olhar e ativar os distintos tempos históricos através da sua influência nas produções artísticas contemporâneas. Sobre esta ideia de linha do tempo, Georges Didi-Huberman refere a relação de Benjamin com a obra de Aby Warburg, considerando que “se compreende a necessidade de alargar, de abrir a história a novos modelos de temporalidade: modelos capazes de fazer justiça aos anacronismos da própria memória.